A Narcolepsia é um problema do sono do grupo das Hipersonias. Trata-se de uma doença rara, porém com consequências muito significativas para as pessoas com essa condição médica. Seus sintomas mais conhecidos são a sonolência excessiva e os ataques de sono durante o dia, resultando em consequências como queda do rendimento escolar, acidentes de trabalho e de trânsito.

Alguns pacientes com Narcolepsia também tem cataplexia, que consiste na perda da força de grupos musculares em situações de emoção positiva, como ao ouvir uma piada, ou negativa, como ao levar um susto. A perda de força é transitória e pode acometer grupos musculares mais localizados ou mais difusos. Alguns pacientes parecem estar inconscientes durante os ataques pois eles tem um ataque de sono combinado.

Outros sintomas muito comuns são as alucinações hipnagógicas e hipnopômpicas, que ocorrem ao adormecer e ao despertar, respectivamente.

A paralisia do sono é um dos sintomas cardinais da Narcolepsia e é caracterizada pelo despertar durante o sono, no qual a pessoa está consciente mas não consegue movimentar o corpo por algum tempo.

Apesar da sonolência excessiva, o sono noturno das pessoas com narcolepsia também é muito prejudicado, superficial, fragmentado e não reparador.

A presença de sonhos durante os curtos cochilos diurnos é um dos sinais que podem apontar na direção do diagnóstico de Narcolepsia, mas tal manifestação também pode ocorrer em outras situações, como na privação crônica de sono.

O diagnóstico de Narcolepsia é baseado nas manifestações clínicas descritas e realização do exame de polissonografia seguida pelo Teste das Múltiplas Latências do Sono (TMLS).

Existem dois tipos de Narcolepsia, tipo I e tipo II. Na Narcolepsia tipo I ocorre a cataplexia e dosagem da hipocretina, um tipo de neurotransmissor produzido por células do hipotálamo lateral no cérebro, é baixa.

O tratamento é baseado em intervenções comportamentais e medidas farmacológicas para a promoção de vigília.

 
Image by Hernan Sanchez

Narcolepsia.

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