A insônia é definida como uma dificuldade persistente para iniciar, manter ou consolidar o sono, a despeito de se ter adequada oportunidade e boas circunstâncias para dormir, causando repercussões e sintomas negativos durante o período diurno.

 

Podemos identificar três componentes na configuração da insônia: dificuldade persistente para o sono, oportunidade adequada para dormir e repercussão negativa sobre o período diurno.

As principais queixas dos adultos com insônia são de dificuldade para iniciar ou manter  o sono. Preocupações sobre o tempo de sono obtido à noite ou má qualidade do sono são comuns.

As repercussões diurnas dos pacientes com insônia incluem fadiga, humor deprimido, irritabilidade, mal estar difuso e alterações cognitivas (queixas de memória, esquecimento, dificuldade para concentrar e raciocinar).

A insônia crônica pode trazer repercussões negativas para a vida social, de trabalho e escolar.

Em alguns pacientes, sintomas físicos como palpitações, tensão muscular e dor de cabeça podem ser consequências da insônia.

Formas mais graves de insônia podem, inclusive, resultar em riscos aumentados para acidentes automobilísticos, acidentes de trabalho, doenças psiquiátricas e doenças cardiovasculares.

O diagnóstico é baseado no tipo e duração dos sintomas. A insônia pode ser classificada como de curta duração ou crônica.

Existem diferentes tratamentos para a insônia, compreendo medidas tanto farmacológicas quanto não farmacológicas.

No Brasil, é muito comum nos depararmos com pacientes com insônia que fazem uso de tratamentos inadequados. Um exemplo corriqueiro é de pessoas que roncam, tem apneia do sono, e fazem uso de clonazepam para dormir. O clonazepam piora a gravidade da apneia do sono, acentuando o risco de infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC), dentre outras várias doenças graves.

As graves consequências da insônia não tratada justificam a procura do médico especialista para o correto diagnóstico, classificação e instituição do tratamento, considerando as particularidades clínicas e o contexto de vida social e ocupacional o paciente em questão.

 
Image by Alexandra Gorn

Insônia.

Sono que não vem...

Sono que se vai...